Li a “viúva na praia” de Rubem Braga e me pus a fazer uma experiência de pensamento inevitável -- e se a viúva fosse minha? A viúva de Braga está na praia, esquina de sua casa, com um filho ainda criança a tomar banho de sal e sol. Jovem, com seu maiô preto, olhos claros, boca e dentes imperfeitos e belos, vinte e poucos anos. E se o morto da viúva fosse eu? E se a viúva fosse minha Evelyn? Estando ela em Cabo Frio, estando eu em Seropédica, coisas assim preenchem o buraco no peito que sua ausência física cava neste terreno de carne e sangue.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Uma estória lúgubre de saudade e amor
Li a “viúva na praia” de Rubem Braga e me pus a fazer uma experiência de pensamento inevitável -- e se a viúva fosse minha? A viúva de Braga está na praia, esquina de sua casa, com um filho ainda criança a tomar banho de sal e sol. Jovem, com seu maiô preto, olhos claros, boca e dentes imperfeitos e belos, vinte e poucos anos. E se o morto da viúva fosse eu? E se a viúva fosse minha Evelyn? Estando ela em Cabo Frio, estando eu em Seropédica, coisas assim preenchem o buraco no peito que sua ausência física cava neste terreno de carne e sangue.
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